Indígena de 9 anos tem paralisia nos músculos do rosto após picada de cascavel em aldeia de MT


Lewy Nieiezonoizokae é da etnia Parecis e foi picado na perna direita. Ele foi encaminhado para um hospital em Tangará da Serra e depois foi transferido para Cuiabá, nesta quinta-feira (17). O indígena foi encaminhado para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) – Dr. Leony Palma de Carvalho
Vicente Aquino
ma criança indígena de 9 anos teve paralisia nos músculos do rosto após ser picada por uma cobra cascavel, nessa quarta-feira (16), em uma aldeia em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.
Lewy Nieiezonoizokae é da etnia Parecis e foi picado na perna direita. Logo em seguida, teve quebra da pálpebra e sonolência.
O menino foi encaminhado para o hospital de Tangará da Serra, onde foram aplicadas 10 ampolas de soro e depois foi transferido para Cuiabá, nesta quinta-feira (17).
O caso, segundo o médico, é considerado moderado e o quadro de Lewy é estável. Ele está na observação na enfermaria, sendo hidratado e tomando antibióticos.
Ainda não há previsão de alta.
O médico coordenador do Centro Antiveneno de Mato Grosso (Ciave), José Antônio de Figueiredo, explicou ao G1 que o efeito do veneno da cascavel é neurotóxico e pode causar manifestações renais.
Segundo José Antônio, apesar de mais raro, o veneno da cascavel pode ser fatal.
“O veneno da cascavel é mais letal. Se não tratados de forma adequada e a tempo, o quadro evolui para problemas renais e o paciente pode ir a óbito”, diz.
A maioria dos casos registrado no estado são de acidentes com jararaca, chegando a mais de 90%.
O caso mais recente que foi atendido no Hospital Municipal de Cuiabá é da médica Dieynne Saugo e do trabalhador rural Giovani Lima Corrêa, de 29 anos.
Os casos de acidentes com cascavel, segundo o médico, é de apenas 8%.

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