Apesar da pandemia, investimentos em saneamento continuam no Brasil

A pandemia do coronavírus agravou a situação do saneamento no mundo. Muitos investimentos que deveriam ser realizados acabaram sendo postergados. No Brasil, cerca de 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto e 35 milhões não são abastecidos com água potável. O problema afeta grande parte da população em todos continentes. O planeta tem, hoje, aproximadamente 7,8 bilhões de habitantes, de acordo com a Organização das Nações Unidas e, deste número, quase três bilhões não tem acesso a água tratada. Aqueles que não tinham condições sanitárias adequadas em meio a Covid-19, vêem a situação ficar ainda mais critica sem uma nova perspectiva. O cenário é grave. O líder global do programa de água e esgoto do Banco Mundial, Gustavo Saltiel alerta para o fato dos governos e autoridades da área da saúde fazerem campanhas para lavar as mãos, quando muitos não tem acesso a este bem que deveria ser item obrigatório.

No meio de todo o caos provocado pelo surto da doença, não só no Brasil, mas no mundo, há também ações para tentar minimizar os efeitos danosos tanto na esfera sanitária quanto na econômica. Em São Paulo, a Sabesp realizou em um ano que 35 mil conexões especialmente em áreas carentes e, como o dinheiro ficou curto no bolso da população, houve a isenção de tarifa para a parcela de baixa renda. O presidente da Sabesp, Benedito Braga indica que o resultado da ajuda é positivo. Sobre a infraestrutura, Benedito Braga aponta ainda que o pagamento por resultado tem dado certo. Pelo modelo o empreiteiro tem o interesse em executar o serviço o mais rápido possível para receber os valores contratados, mas o desembolso só é feito se tudo estiver dentro dos padrões de qualidade e no prazo estipulado. O Banco Mundial tem concedido muitos empréstimos nesta modalidade.

*Com informações do repórter Daniel Lian

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