‘Estou sendo linchado politicamente’, diz Witzel ao atacar ex-secretário

Afastado do cargo de governador do Rio por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), há três dias, Wilson Witzel (PSC) usou o Twitter para dizer que é inocente e que está trabalhando em sua defesa – que, segundo ele, vem sendo “cerceada”. Witzel também voltou a atacar o ex-secretário de Sáude, Edmar Santos. “Enquanto foram encontrados R$ 8,5 milhões em espécie com o delator, o ex-secretário Edmar, em minha casa nada foi achado, salvo contratos com notas fiscais emitidas. Ainda assim, o MPF resolveu considerá-los ‘propina’”.

Chamado por Witzel de canalha na sexta-feira, o ex-secretário de Saúde,  tem sido o principal alvo de seus ataques, junto com o presidente Jair Bolsonaro, acusado por ele de influenciar nas investigações por motivação política.  “Estou sendo linchado politicamente por contrariar interesses poderosos. Não descansarei até demonstrar que fui enganado e provar minha inocência”, escreveu.

Na sequência de tuítes, o então governador escrever que, tão logo soube das irregularidades na Saúde, afastou os envolvidos e que não pode responder por atos de terceiros que tenham agido de má-fé. “Ainda nem deu tempo para a defesa provar que o único ato praticado por mim em relação à (organização social) Unir contrariou interesses espúrios do delator, mas já fui punido com o afastamento do cargo”.

Witzel acrescentou, ainda, que jamais compactuou com os atos de corrupção que, segundo ele, teriam sido patrocinados por Edmar Santos. “Ele traiu a todos nós e, pelas investigações, já vinha sendo corrupto desde 2016.

Delação do ex-secretário

Em delação premiada, Edmar Santos fez diversas acusações contra Witzel e a linha sucessória do governo, composta pelo vice, Cláudio Castro, e pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano. Edmar chegou a ser preso a pedido do Ministério Público do Rio, mas, por solicitação da Procuradoria-Geral da República, foi solto e fechou o acordo de delação.

Edmar Santos foi preso no dia 10 de julho sob acusação de integrar suposta organização criminosa que teria fraudado contratos de compra de respiradores pulmonares para combate à pandemia do novo coronavírus. O ex-secretário do Rio fechou delação com o MPF e foi solto no último dia 6, após decisão dada a pedido da Procuradoria-Geral da República pelo Superior Tribunal de Justiça.

* Com Estadão Conteúdo

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