PV retira pré-candidatura de Eduardo Jorge e aprova apoio a Covas

O Partido Verde (PV) decidiu neste sábado, 5, que não terá candidato próprio na corrida pela Prefeitura de São Paulo. O partido aprovou a coligação com o PSDB de Bruno Covas, que tenta a reeleição, e retirou a pré-candidatura de Eduardo Jorge após entender que teria dificuldades para levar a campanha à frente, com pouco acesso ao fundo eleitoral.

O partido apresentou um programa com 10 critérios para formação de alianças do PV aos tucanos. A estratégia é priorizar a eleição de vereadores, para o cumprimento de cláusulas de barreira e manter-se em atividade. “Nós chegamos a essa conclusão para podermos ajudar mais vereadores, porque vamos ter à facilidade de ter mais acesso à televisão e poderemos projetá-los, infelizmente o nosso partido é pequeno”, disse o presidente do PV, Roberto Tripoli, durante a convenção. “Muitos discordam, eu sempre digo que procuro errar o mínimo possível e eu fiz esse trabalho em conjunto com inúmeras pessoas no partido.”

O partido chegou a debater uma chapa com a Rede, além de estudar a apoiar os candidatos Andrea Matarazzo (PSD) ou Márcio França (PSB), mas a ideia foi abandonada após a aproximação de Matarazzo e França com a direita, e a impossibilidade de uma chapa com a pré-candidata da rede, a deputada estadual Marina Helou. Outra dificuldade é a decisão dos vereadores Gilberto Natalini e Reginaldo Trípoli, do PV, de não buscarem a reeleição na Câmara Municipal neste ano. O partido calcula que deve deixar de receber cerca de 120 mil votos pelas desistências, o que complica as perspectivas da legenda.

Por videoconferência, Covas fez uma aparição no evento, agradeceu o apoio e prometeu levar o programa do PV em consideração. “Vamos nos debruçar sobre elas, identificar o que pode ser feito ainda neste ano, até dezembro, e o que pode entrar para o próximo ano”. O PV foi o único partido que apresentou um plano de governo para as eleições municipais, elaborado com a orientação de Eduardo JOrge. O documento tem propostas preliminares, com cerca de 100 diretrizes para a cidade.

No documento entregue a Covas, uma das 10 propostas é o compromisso de propor que o teto salarial do funcionalismo seja aplicado para os professores da rede municipal. Além disso, o partido pede análise imediata de um dossiê que mostra a devastação das áreas de mananciais com o crescimento de loteamentos irregulares na extrema zona sul da cidade. O PV tem feito oposição a Covas no Poder Legislativo paulistano, e tem denunciado a negligência da gestão na questão ambiental. A coligação foi aprovada com 23 votos a favor, dos 32 da executiva. A convenção foi feita de forma virtual, com alguns membros em auditório na Câmara Municipal.

* Com Estadão Conteúdo

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