‘Tinha apreço por ele, mas agora não sinto o mesmo’, diz Trump sobre presidente chinês

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 11, que a “grande” relação que tinha com o mandatário chinês, Xi Jinping, mudou em meio à crise desencadeada pela pandemia da Covid-19, pela qual ele culpa Pequim por não ter controlado o surto no início. “Eu costumava ter uma relação muito boa com ele. Eu tinha uma grande relação com o presidente Xi. Tinha apreço por ele, mas agora não sinto o mesmo”, disse Trump, em entrevista à emissora de rádio “Fox Sports”, dos EUA. O presidente afirmou que a mudança na relação com Xi se deve à crise do novo coronavírus, cujo surto original foi localizado na cidade chinesa de Wuhan e que já causou mais de 160 mil mortes nos Estados Unidos.

“Certamente meus sentimentos são diferentes. Tinha uma relação muito, muito boa, e eu não falo com ele há algum tempo”, acrescentou. As relações entre Washington e Pequim estão em uma das mais tensas nas últimas décadas. Na semana passada, os EUA transferiram sua estratégia de pressão sobre a China para a esfera política e militar, com sanções contra a líder de Hong Kong, Carrie Lam, e advertências sobre movimentos navais chineses perto de Taiwan. Pouco depois, Pequim anunciou sanções a 11 autoridades americanas, incluindo os senadores Marco Rubio e Ted Cruz, por se intrometerem nos assuntos de Hong Kong, depois que Washington tomou medidas semelhantes na última sexta-feira,7, contra os oficiais de alto escalão desse território autônomo chinês.

Tudo isso, depois que Trump ameaçou banir os populares aplicativos “TikTok” e “WeChat”, de propriedade chinesa, declarados como um perigo para a segurança nacional americana. Trump, que buscará a reeleição em novembro contra o candidato democrata Joe Biden, critica a China desde sua chegada à Casa Branca por se aproveitar comercialmente dos EUA e negociou um acordo comercial com o gigante asiático, cujo cumprimento foi alterado devido à crise econômica desencadeada pela pandemia.

*Com Agência EFE

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