Voo de Bolsonaro arremete por causa de fumaça de queimadas

Presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido) passou por um susto na manhã desta sexta-feira, 18. O avião em que o mandatário estava precisou arremeter na chegada à cidade de Sinop, no Mato Grosso. O motivo do imprevisto foi a fumaça das queimadas no Pantanal, que encara uma onda de incêndios recorde. Apesar da manobra, pouso ocorreu normalmente na segunda tentativa.”Hoje quando o avião foi aterrissar, ele arremeteu. Foi a 2ª vez na minha vida que acontece isso, uma vez foi no Rio de Janeiro, e obviamente, algo anormal está acontecendo, no caso é que a visibilidade não estava muito boa”, disse Bolsonaro.

Acompanhado do ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas e o chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, Bolsonaro está em Sinop para discursas para os representantes do agronegócio no estado do Mato Grosso. Em pronunciamento, ele tratou as queimadas como “algo que acontece todo ano” e rebateu as críticas sobre sua gestão em relação à preservação do meio ambiente. “E temos sofrido uma crítica muito grande. Porque obviamente quanto mais nos atacarem, mais interessa aos nossos concorrentes, para o que temos de melhor, que é o nosso agronegócio”, disse. “Países outros que nos criticam não tem problema de queimada porque já queimaram tudo nos seus países”, continuou.

As queimadas no Pantanal estão gerando diversos questionamentos do governo. À Jovem Pan, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também respondeu as críticas e atribuiu os incêndios à proibição do fogo preventivo nos estados. “Não é falta de fiscalização, o principal fator é a mudança do clima, de fato está mais quente. Os fatores climáticos são uma parte do problema, outra parte é quando você proíbe o fogo preventivo do pasto, vai acumulando massa orgânica e vai pegando fogo de forma geral. Tem essa ausência de uso de fogo preventivo por forma ideológica. O retardante de fogo também, você mistura na água da aeronave e ele é 5 vezes mais eficiente, mas algumas pessoas não querem usar. Os esforços estão sendo feitos. O problema é que deixaram essa situação se somar. Que seja uma lição para os próximos anos, que os governadores permitam essas medidas preventivas”

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